Direito e arte na sala escura: O encontro do cinema e a Lei

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É muito provável que o caro leitor, assim pego de surpresa, não saberá responder quem foi Reginald Rose. Bem, entre os amigos mais íntimos, ele era chamado de Reggie. Reggie Rose nasceu em 10 de dezembro de 1920, era nova-iorquino, serviu as forças armadas americanas e alcançou o posto de Primeiro-Tenente. Findo o serviço militar, Reggie iniciou carreira no entretenimento, especificamente no cinema. Foi produtor e roteirista. Escreveu quase uma centena de filmes e séries de televisão, mas seu nome sempre será lembrado na antologia do cinema por conta do clássico "Doze Homens e uma Sentença" (1957), muito certamente a obra mais citada quando o assunto é o Direito, a Justiça e que, quase que invariavelmente, encontra desfecho num instigante drama de tribunal. Trata-se de um dos gêneros mais consagrados na Sétima Arte, tão habilmente realizado pela indústria de Hollywood, mas evidentemente explorado na cinematografia de diversos países pelo mundo. Voltando ao nosso querido Reggie Rose, em certa entrevista ele revelou: "Era um cenário tão impressionante e solene, em uma grande sala de tribunal com painéis de madeira, com um juiz de cabelos prateados. Isso me nocauteou. Fiquei maravilhado. Eu estava no júri de um caso de homicídio culposo e tivemos uma discussão terrível e furiosa de oito horas na sala do júri. E pensei: ?Uau, que cenário para um drama!?" Foi assim, portanto, que Reggie teve a ideia de escrever "Doze Homens e uma Sentença", que viria a ser indicado para os Oscars de melhor filme, direção (do brilhante Sidney Lumet) e, claro, roteiro. Duas informações importantes: 1. Reggie Rose não tinha qualquer formação jurídica; 2. este escrevinhador convidado para prefaciar esta obra também não ? sou jornalista e crítico de cinema. Reggie, movido pela experiência prévia de compor um júri, conseguiu com precisão e destreza manifestar todas as emoções, conflitos, certezas e incertezas para contar a história que vemos em "Doze Homens e uma Sentença".

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