Miséria da Democracia e Democracia da Miséria: Constituição de Weimar e a Escola de Frankfurt

Recomende a um amigo Adicionar aos meus livros
Em papel:
Envio em 1 mês
R$ 88,00
Livro eletrônico*:
Disponível na versão pdf drm Nuvem de leitura disponível
R$ 60,00
Para visualizar os livros eletrônicos, você deve ter instalado Adobe Digital Edition no seu computador. Para saber mais, pressione aqui


Envios após 26/03!

"Na esteira da crise permanente da República de Weimar, o nacional-socialismo, em 1933, chegou ao poder com Adolf Hitler à frente, impondo-se o despotismo mais selvagem da história política mundial. Antissemitismo, estrangulamento das instituições liberais, ojeriza à democracia liberal, extermínio do pluralismo, oportunidade para a emergência dos mais brutos instintos individuais e coletivos, desrespeito à soberania dos países limítrofes e, enfim, o totalitarismo, o segundo conflito mundial... Só a partir de 1945, agora sob a ocupação estrangeira, o Estado de Direito foi restabelecido, arquitetando-se um sistema político moldado fundamentalmente na vontade norteamericana. De todo o modo, a República e a Constituição de Weimar sobrevivem no mundo das ideias e das instituições políticas como o paradigma do que convém ser seguido e do que convém não ser seguido, quando se busca a optima republica.

Já o Instituto de Pesquisa Social de Frankfurt, que viria a ser conhecido como a Escola de Frankfurt, criado em 1923, passou por vicissitudes, marcadas pela sucessão de fases ideológicas e de gerações. Uma plêiade de pensadores, englobando, entre outros, Max Horkheimer, Franz Neumann, Otto Kirchheimer, Walter Benjamim, Theodor Adorno, Hebert Marcuse, todos já falecidos. Mas os vivos, entre os quais Jürgen Habermas e Claus Offe, dão continuidade ao esforço de pensar criticamente, realizando assim o apanágio da Escola.

No atual momento, em que se vive muito perigosamente, a crise multidimensional - econômica, social, política, sanitária e até epistemológica - clama por teorias críticas capazes de abrir veredas para o encaminhamento de soluções. Neste sentido, guardadas as coisas que mudam, a República de Weimar, a sua Constituição e o pensamento crítico despertado pela Escola de Frankfurt podem dar à luz, se não para o que se deve fazer, pelo menos para o que não se deve fazer.

Inserido de maneira brutal na tal crise, o Brasil vivencia contemporaneamente, entre os diversos atentados aos valores civilizacionais e as tentativas de introdução - vindas de parte da liderança política - de índices elevados de boçalidade, o desprezo pelo pensamento, pela ciência e pela cultura. Não tenho dúvida de que a leitura da presente coletânea traz subsídios substantivos para a reação a esse estado de coisas. Deve-se, pois, louvar os seus organizadores e autores".

Fortaleza, dezembro de 2020

Filomeno Moraes

Digite um comentário
Livros escritos por
Se os resultados não forem carregados automaticamente, pressione aqui para carregar
Se os resultados não forem carregados automaticamente, pressione aqui para carregar